Muito se tem discutido sobre a verdadeira origem do Poodle. Alguns afirmam categoricamente que eles vieram da Alemanha sendo chamados de Pudel ou Pudellin, que significa "chafurdar", ou seja, brincar na água.
Outros, com a mesma firmeza, afirmam que ele é originário da França onde era conhecido como Chien Canard ou "cão pato" por sua habilidade como nadador e caçador de patos. Há, entretanto, uma outra versão que considera o Poodle um descendente do Barbet, um cão originário da África do Norte e que mais tarde penetrou na Europa. Se por um lado sua origem é bastante discutida, sua antigüidade é indiscutível.
O Poodle pode ser visto em estátuas da Roma antiga bem como em tapeçarias do século XV. Ele foi citado pelo escritor Von Gesner em 1524 e novamente entre 1551 e 1558 no Livro "Historie Animalum" do próprio Von Gesner.
É retratado em um quadro de De Vos que representa Tobias acompanhado de um Poodle. Em 1787, Beethoven compôs a "Elegia à morte de um poodle". Goethe imortalizou o Poodle em "Fausto" pois é na forma de um poodle que Mefistófeles aparece no palco.
Existe uma Sra. Ionides que possuí uma coleção de pintura, gravuras, livros e porcelanas que abrange um período de 400 anos. Entre esses exemplares encontra-se uma gravura datada de 1529, onde Ceres, junto a um lago, esta acompanhada de um Poodle branco e de pêlo trimado.
No quadro "The dancing Boy", de Stern, de 1635 aparece um Poodle branco.
A coleção da Sra. Ionides comprova inegavelmente a Antigüidade da raça.
Existe ainda, uma gravura de 1812, onde Napoleão aparece em uma cena de retorno das guerras sendo recebido por sua esposa e seu Poodle.
O mais interessante em todas essas gravuras é que em quase todas o Poodle aparece com o corte Leão, demonstrando assim ser esta a forma mais tradicional de trimar o seu pêlo.
Voltando as origens do Poodle, apesar das divergências, os estudiosos acreditam que os ancestrais do Poodle de hoje se concentram na antiga Rússia e na Alemanha.
O antecessor russo era um cão de grande porte e que ganhou prestígio na caça. O alemão foi um famoso e robusto caçador de aves aquáticas. A partir deste ponto a origem do Poodle se bifurca em duas versões distintas.
Alguns pesquisadores garantem que da Alemanha o Poodle foi levado para a Inglaterra, por volta do século XIV e eles teriam sido os responsáveis pelo desenvolvimento de suas outras variedades a partir do antigo Pudel médio alemão. Obteve-se assim o Poodle Gigante, usado como guardião.
O Poodle Pequeno foi usado como companhia e também como localizador de trufas graças ao seu excelente faro e que teria sido importado pelos franceses para utilização na mesma tarefa.
A segunda versão sustenta que da Alemanha o Pudel seguiu primeiro para a França, sendo cruzado com o Barbet.
De acordo com esta teoria os franceses desenvolveram um outro tipo de Poodle, o "cão trufeiro" que mais tarde foi importado pela Inglaterra.
Quem defende esta versão afirma inclusive que foram os franceses que desenvolveram as variedades do Poodle e lhe deram projeção mundial transformando-o assim em um nobre cão de companhia.
O Poodle tornou-se raça oficial em 1874 ao obter seu primeiro registro no Livro de Origem do Kennel Club da Inglaterra, isto estimulou este país a fundação do primeiro Clube representante da raça em 1876.
É da França que vem o 1o. Padrão Oficial da Raça elaborado pela FCI (Federação inológica Internacional), em 1910.
O nome Poodle deriva da palavra alemã "pudellin" (brincar na água). Os franceses o chamam até hoje de "Caniche" pois antigamente o chamavam Canes e as fêmeas de Caniche.
Hoje Caniche designa ambos os sexos. Os franceses sempre dedicaram especial atenção ao Poodle e este sempre fez por merecer sendo um cão sensato e inteligente, devotando enorme fidelidade a seu dono. Existe inclusive um antigo ditado popular francês "Fidèle comme une Caniche" (Fiel como um Poodle) o que demonstra toda a dedicação dos franceses por esta raça.
Com relação a tosa, há evidências de que as variedades surgiram na Alemanha, na época do antigo Pudellin usado no pastoreio. Diz a lenda que o corte Leão servia para assustar os lobos que rondavam os rebanhos.
Na França ele era tosado para facilitar sua movimentação na água durante a caça de aves aquáticas, deixando pêlos somente nas partes que necessitavam de proteção contra as baixas temperaturas da água, ou seja, na região em volta dos rins, pulmões e articulações.
O Poodle tornou-se cão de companhia por volta do século XVI, já em tamanho reduzido, e logo foi considerado um cão de luxo, ganhando assim a admiração dos aristocratas e passando a conviver intimamente com a vida palaciana. Naquela época possuir um cão de luxo conferia ao dono status e prestígio social.
fonte: http://www.portaldopoodle.com.br/

Nenhum comentário:
Postar um comentário